O Vereador Rogério Massing
(PSDB) na condição de presidente da Escola do Legislativo da Câmara de Toledo
fará parte da comitiva de vereadores que farão viagem a Neuquén na Argentina,
na terça-feira (04), para conhecer áreas em que houve a exploração de gás de
xisto. A viagem é organizada pela Associação de Câmaras de Vereadores do Oeste
do Paraná (ACAMOP).
O objetivo da visita é
conhecer os impactos do Fracking em Neuquén que é província da Patagônia
Argentina. A província era a maior produtora de maças do país, mas devido à exploração
do gás de xisto hoje as maças são proibidas de entrar na União Europeia. Os
vereadores que fazem parte dessa comitiva terão a oportunidade de conversarem
com agentes políticos do poder executivo e legislativo do local e conhecer
parte das áreas afetadas pela exploração. Dentre a comitiva integram 3
vereadores toledanos, além de Massing o Presidente da Câmara e o Presidente da
Comissão de Meio Ambiente.
Falar de Fracking é
relembrar a manifestação que ocorreu em Toledo no dia 3 de junho, reunindo
milhares de pessoas que fizeram uma caminhada pacífica ecoando o ‘Não ao
Fracking’ pelas ruas da cidade. A mobilização das pessoas foi uma forma de
mostrar que Toledo assim como o Oeste do Paraná não quer que aconteça a
exploração em sua área. Atualmente a exploração está impedida, mas a luta dos
agentes políticos da região continua contra essa causa incansavelmente.
Em fevereiro desse ano a
(ACAMOP) realizou um evento em Toledo que envolveu municípios da região Oeste.
Nesse encontro houve palestras voltadas ao assunto do Fracking. O evento ocorreu
em parceria com a Escola do Legislativo, da qual Massing é presidente. Em um
dos dias do evento o presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas
Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH), Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni, ministrou
palestra sobre o assunto.
Para Massing essa viagem
permitirá mais conhecimentos para os legisladores que atuam nessa causa. “Essa
viagem fará com que teremos a oportunidade de ver de perto todo o processo da
exploração, para verificarmos se realmente isso prejudica o solo, o lençol
freático e também se a produção das maças realmente foi comprometida. Faremos
um documentário sobre isso, a fim de mostrar essa exploração e acima de tudo continuarmos
na luta para que isso não aconteça em nossa região”, enfatizou Massing.
