Rogério Massing

Rogério Massing

8 de dezembro de 2014

Vereador Chumbinho Silva defende FAPES em votação na Câmara




O Fundo de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Públicos Municipais foi um assunto polêmico nos últimos dias na Câmara de Toledo. O decreto apresentado pelo Prefeito pedia redução do aporte, contudo o Ministério Público pediu a sustação desse decreto do executivo, por entender que a decisão precisava passar pela Câmara de Vereadores.

Várias reuniões foram realizadas a respeito do assunto, com membros do Conselho do FAPES, servidores, SerToledo, inclusive algumas foram realizadas na Câmara. O FAPES atualmente paga o benefício de aproximadamente 700 servidores aposentados e pensionistas.
Por meio do Projeto de Resolução 31/2014 que ‘dispõe sobre a sustação do Decreto Nº 431 de 19 de Agosto de 2014, que define a tabela de reserva a amortizar, referente ao déficit autorial do fundo de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais de Toledo (FAPES)’, os vereadores aprovaram esse projeto de resolução em primeira votação. A votação final do projeto não será realizada devido a um acordo firmado entre o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Toledo (SerToledo), os poderes Legislativo e Executivo e o Conselho de Administração do FAPES. Esse acordo foi chancelado pelo SerToledo por meio de assembleia.

Nesse acordo três aspectos foram estabelecidos, o primeiro a manutenção da redução para os anos de 2014 e 2015. O segundo a formação de Comissão para levantamento de bens possíveis de serem repassados ao FAPES. E o terceiro a revisão da Lei eliminando a possibilidade de alteração por Decreto e garantindo a maior independência ao Conselho, retirando a função gratificada e os cargos em comissão da composição do Conselho Administrativo dentre os eleitos pelos servidores. 

Quanto ao Projeto de Resolução 31/2014 a Comissão de Administração, Trabalho e Serviços Públicos autora do projeto, apresentou requerimento pedindo a retirada da matéria legislativa. Esse requerimento foi votado em plenário por unanimidade e a matéria foi arquivada. 

O vereador Chumbinho Silva (PSDB) favorável à sustação do Decreto informa que o acordo foi à alternativa mais viável. “Enquanto servidor penso que essa redução traria problemas para o fundo no futuro e que para o bem do executivo e do servidor, o acordo foi o melhor. Minha posição sempre foi essa, o fundo pertence ao servidor. E em nenhum momento será viável para o município aportar esse valor a menor do que está sendo aportado, pois isso pode se tornar impagável num futuro próximo, prejudicando inclusive o próprio Município e consequentemente a população”, conclui Chumbinho sobre sua posição quanto ao FAPES.