A greve dos caminhoneiros
causou transtornos não só no Paraná mais também no Brasil inteiro. A
paralisação da categoria implicou em uma série constrangimentos em diversos
setores da economia e Toledo é exemplo disso, foram filas em postos de
gasolina, falta de gás entre outros, além da realização de protestos. O
Vereador Rogério Massing (PSDB) acompanhou de perto a greve no município, bem
como a luta dos representantes da categoria junto os poderes legislativo e
executivo para resolução do impasse.
Trechos foram trancados nas
rodovias estaduais e federais onde os caminhoneiros reivindicavam contra o aumento
de impostos, como por exemplo, o IPVA, o preço do óleo diesel, o pedágio,
melhores condições de trabalho e a valorização da categoria. Após reuniões realizadas,
a greve em Toledo deu uma trégua desde segunda-feira (02), porém ainda não está
tudo normalizado, pois uma nova reunião está marcada com a categoria e o
governo do federal, para dia 10 de março, a fim de discutir o preço do óleo
diesel e valores do frete.
Em uso a tribuna durante a
sessão ordinária que aconteceu na segunda-feira (03) na Câmara de Toledo
Massing falou sobre os esforços dos caminhoneiros. “Foi um final de semana
muito difícil, de lutas do setor do transporte. O legislativo nos últimos dias
vem sendo ocupado por pessoas que querem lutar por seus direitos, a exemplo dos
professores e agora dos caminhoneiros. Sou caminhoneiro e ressalto o apoio das
pessoas que levaram água e comida à aqueles que estavam parados no protesto em
busca de um país melhor e de melhores condições”. Massing também falou sobre os
aumentos das cargas o que vem levando a falência do transporte. “Hoje muitos
estão parando seus caminhões devido aos custos e, ressalto que para ocorrer
melhoria nesse setor a classe precisa receber por Km rodado e não por carga”,
enfatizou;
Um
dos fatores conquistados pelos caminhoneiros diante da paralisação foi à sanção
da Lei dos Caminhoneiros Nº 12.619/2012 pela presidente que traz benefícios
para a categoria, como determina o pedágio gratuito por eixo suspenso para
caminhões que não estiverem carregados. Será também assegurado ao motorista
profissional intervalo mínimo de uma hora para refeição, além de intervalo de
repouso diário de 11 (onze) horas a cada 24 (vinte e quatro) horas e descanso
semanal de 35 (trinta e cinco) horas.
“A paralisação
deu uma trégua, mas as negociações ainda continuam com o governo federal e a
categoria, em busca de uma solução final para isso. A nível municipal farei uma
nova discussão para implantação de paradouro e unidade do SEST/SENAT, e como
gestor político continuarei na luta para que essa classe seja beneficiada e não
cada vez mais prejudicada”, finalizou Massing quanto a necessidade de se
rediscutir ações de gestão para beneficiar a classe que transporta e economia
do país.
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