No
dia 15 de março a população brasileira foi a ruas exigir mudanças nos rumos da
situação econômica, social e política no País. Foram milhões de brasileiros que
clamam por reforma política e punição aos corruptos que sangram os cofres
públicos e até os desinformados pedindo intervenção militar. Coincidentemente a
mobilização do domingo (15) ocorreu na mesma data em que Tancredo Neves deveria
assumir a Presidência após duas décadas de ditadura.
As
recentes decisões do Governo Federal no ajuste da política macroeconômica têm
gerado aumento da carga tributária e a possibilidade de ajustamento na legislação
trabalhista, provocando uma discussão nas classes de trabalhadores e
empregadores; a tudo isso ainda soma-se paralisação dos caminhoneiros.
Para
o Vereador Rogerio Massing (PSDB) existe uma necessidade de conversação diante
da reforma política. “Precisamos urgente discutir a reforma política, e a ela
se somar as demais reformas, para evitar o corporativismo de classes e de
interesses, e assim rediscutir um modelo adequado de representação social no
debate das questões cruciais ao País, caso contrário o sistema corruptível
prevalecerá”, enfatizou.
“A
democracia se faz por meio da representação, mas também diretamente, e o povo
quando quer se une e força as mudanças, assim como já foi nas Diretas Já, no
Impeachment de 92, na Lei da Compra de Voto e na da Ficha Limpa, e assim será
com o Projeto de Lei de Iniciativa Popular encabeçado pela OAB e CNBB, do qual
podemos extrair boa parte do pleito do eleitor em relação à política representativa
do País” revela Rogério diante da mobilização dos cidadãos vistas nas ruas.
Está
em tramitação na Câmara de Toledo, o Projeto de Lei Nº 9/2015, conhecido como
Lei das Metas, que estabelece que todo chefe do executivo eleito ou reeleito
deve apresentar no início de cada mandato, um Plano de Gestão para vários itens
obrigatórios e será responsabilizado se vier a descumpri-lo. “Com esse projeto
de Lei de minha autoria proponho que o gestor público precisará conhecer as
demandas da sociedade e a situação orçamentária do Município, e não bastará
elaborar um belíssimo Plano de Governo para ganhar uma eleição, ele deverá ter
consciência que precisa cumpri-lo”, revela Massing.
“Não
podemos compactuar com essa corrupção sistêmica em se instalou no Brasil; precisamos
rediscutir o papel do político nesse contexto de redescoberta da verdadeira
democracia representativa; aquela mesma que me motivou a ingressar na política,
tendo como base os ensinamentos que recebi, de que precisamos independente de
profissão ou posição, preservar seu caráter, a honestidade e humildade; só
assim, seremos verdadeiramente a voz do povo nos parlamentos” apontou o
legislador.
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